A crise dos 30

Noventa por cento das mulheres que conheço passaram pela crise dos 30 – preciso conversar com algum fisiologista, psicólogo, pai de santo, para entender por que isso acontece. Enquanto não encontro nenhum especialista, sigo com minhas teorias.

Nos últimos tempos ouvi vários relatos da crise dos 30. Nesta época da vida nos damos conta de que a lei da gravidade realmente existe, príncipes encantados não; que maquiagem é fundamental, carreira é importante e cabelos brancos não são privilégios do Walmor Chagas e do Cid Moreira.

É claro que tive a minha própria crise, que aliás começou lá pelos 28 anos. Sabe quando a gente para na frente do espelho e se pergunta: “Tá, e aí? Fez o que até agora? Tá feliz? Tá te sentindo bonita? Este é o cara da tua vida?”. Inevitavelmente as respostas vão surgindo; com elas vem o surto; com o surto vêm as decisões. E estas decisões acabam se refletindo também na vida de outras pessoas, seja mãe, marido, namorado, sócio, tatuador ou vizinho (sim, porque toda crise dos 30 tem trilha sonora e em volume muito alto).

Resolver mudar tudo, desde escolher um novo modelo de sutiã até tirar a aliança do dedo, faz a gente ir lá no fundo do poço. Quando voltamos, vemos que tudo que vivemos até então valeu a pena, mas que recomeçar às vezes é necessário, que faz bem para a pele, para a alma. E tendo amigas para compartilhar informações, decisões, descobrimos que todas se questionam, cada uma a seu modo, é claro, mas assim fica mais fácil encontrar soluções.

Minha mãe diz que quando tinha 30 anos estava no auge e não sabia. Bom, graças a ela descobri a tempo que estou no auge! Fui no fundo do poço, sim; mas voltei com tudo. Nos 30, muita coisa fica mais clara, encontramos muitas respostas, embora a gente siga se questionando e surjam novas dúvidas. Afinal, será que o tonalizante realmente esconde os cabelos brancos?

4 Responses

  • Ei, só me diz uma coisa: quando é que essa josta de crise acaba?

  • Quando chega a dos 40?

  • Ou a dos 60

  • Adorei o texto!!! Excelente!
    E ainda bem que a tua mãe existe: para nos dizer que estamos no auge. Bem,… Não parece… Na verdade, queria bem mais da vida nessa idade, mas vou acreditar, tá?! “Viver e não ter a vergonha de ser feliz. Cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz.”
    Dá-lhe Gonzaguinha! Bjos!

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