A história oficial

Tá, eu já cansei de explicar, vou contar tudo de uma vez e depois já chega de repetir essa história, que ela é parecida com um monte de outras histórias.

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Começou porque a gente andava com vontade de sair e se ver e uma das gurias ia viajar pra longe, morar fora, então foi aumentando a freqüência dos encontros, das saídas, dos bares. Na verdade, em geral era sempre o mesmo bar, ali na República, a gente ia pra lá porque dava pra conversar e beber e comer e fumar e não rolava tanta caçação (bah, será que é assim que se escreve isso? Porque a gente sempre fala, mas nunca escreve essa palavra, e ela fica muito feia assim), era mais conversaiada de mulher mesmo. E acabava saindo sempre às quintas, porque no fim de semana a gente também precisa se preocupar com outras coisas, né? Também tinha trabalho, dança, ginástica, espanhol, inglês, aramaico e o escambau, e calhava que na quinta era o único dia que em geral todo mundo podia. Daí foi assim, e não sei bem por que sempre tinha só mulher, amigas das amigas, a gente nunca disse que tinha que ser assim, mas foi. Um dia a gente viu que seria divertido ter um nome e surgiu essa história de mulheres de quinta, era só uma piada e tal, que muitas de nós achavam que o nome era meio, ai, como é a palavra, ah, pejorativo, afinal de quinta categoria nenhuma de nós é, pelo contrário, somos ótimas, incríveis, felizes, bem-sucedidas e descoladas como são todas as pessoas que falam em si. Mas a piada foi pegando, e a gente também sabe rir de si mesma. Aí surgiu a coisa do blog e a gente se propôs a escrever. Mas acabou que ninguém escreveu no prazo previsto e a idéia ia morrer se não fosse aquela amiga que já tava morando fora ficar com saudade daqui e abrir uma sucursal das mulheres de quinta nos Estados Unidos e daí começar a encher a paciência pro tal blog ir pro ar, com correspondentes internacionais e tudo.

E aqui tá ele. Pronto, não repito mais.

4 Responses

  • Tudo bem, não escrevi no prazo previsto (ou melhor: escrevi, mas não li; não passei para ninguém – nem mesmo para o computador), mas pelo menos tenho a honra de ser a primeira a postar um comentário (hahaha)! Gurias, sério: ficou muito dez, e espero fazer jus à proposta. Em breve, me aguardem…

  • “Seu comentário estará visível depois de ser aprovado.” Putz… Será que nem a primeira a postar eu fui? 😉

  • Eu sei quem postou esse… que barbada… quem conhece vocês “ouve” o post….
    Beijo aquelas que eu conheço.

    PS: será que dá pra me “ouvir” também e saber quem sou sem que eu assine? Se descobrirem me avisem.

  • Hum… “que barbada”… eu conheço alguém que fala assim. Mas deixa pra lá, que eu gosto mesmo é do anonimato, hehehe.
    (Falando nisso, vcs se lembram do Anonimato, que vendia caipira de vinho, na esquina da Goethe com a Liberdade? Pra lembrar, tem que ser no mínimo uma mulher de 30…)

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