A lista

A-listaDias desses resolvi dar uma olhada, e atualizada, na minha lista. Que lista? Ué, a dos caras que eu já peguei nessa vida. Que atire a primeira pedra a mulher (ou homem, talvez) que já não anotou o nome dos ditos cujos, nem que tenha sido num guardanapo de mesa de bar, só pra tirar sarro com as amigas.

Na minha lista há as seguintes informações: nome, idade, data, local, se repetiu a ficada é registrado também, se transou tem uma marca especial.

E como a lista ficou parada alguns anos – não porque a fila não andou, é que perdi o costume mesmo de anotar –, resolvi atualizá-la e relembrar o passado. Me deparei com nomes de pessoas que não lembrava… ainda bem que eu colocava o local, porque sempre tem alguma amiga com a memória melhor do que a minha pra me ajudar a lembrar.

Sem contar que tem, também, um não-me-lembro-o-nome (e esse foi o nome que dei pra ele) que me fez rir muito. Ah! E tem outro que ganhou um nome fictício, porque ele me disse umas duas vezes e eu não entendi, então ficou por isso mesmo.

Observando a lista e fazendo cálculos estatísticos constatei que a quantidade é inversa à idade, ou seja, mais nova, mais beijos; mais velha, tudo diminui. Em quantidade, é claro; não em qualidade, que essa sim está numa boa média.

Comentando sobre a lista com algumas amigas descobri que a minha era muito simples, que algumas anotavam data de aniversário, telefone, profissão (ou, naquele tempo, em que ano estava na escola), se gostaria de ficar novamente. Outras fazem listas só dos que já transaram. Enfim, tem pra todos os estilos.

Um dado que me chamou a atenção é que ainda tenho contato com alguns caras que constam na lista: uns porque foram e sempre serão meus amigos; outros porque a gente segue se vendo pelos bares da vida; e aqueles outros porque quem sabe um dia a gente pode repetir a dose, agora com muito mais experiência.

Sei que há adolescentes lendo o blog: sugiro que todos façam suas listas. Agora pode parecer bobagem, mas no futuro valerá muitas risadas e ótimas recordações. Só, por favor, não escrevam a lista no computador, nem no celular, vamos usar papel e caneta enquanto eles ainda existem. Além de terem muito mais charme, dá gosto manusear as folhas amareladas pelo tempo e se deleitar com as nossas próprias memórias.

 

Foto: Paul Pasieczny/Stock.xchng

4 Responses

  • A minha lista parou na década de 90, mas sempre é engraçado reler. Pra mim, o pior é quando não lembro do cara, pensar que troquei saliva com alguém que nem sei mais quem é, dá um treco.

  • A minha lista poderia ser anotada pelo cara que tatua num grão de arroz, de tão pequena que é! Mas se o que importa é qualidade, minha lista é nota 10!

  • Pensando nesta lista, confesso que nunca fiz efetivamente; mas fui correndo rever minha caixa de cartas na tentativa de reconstruir no imaginário as experiências. Coisa maluca: jurei amor eterno para pelo menos 4, achei que iria morrer após 2 e tenho 1 tal história na geladeira… As amigas me consideravam (ou consideram) a que namora fixo, mas confesso que fixamente já tive minha lista..heheh

  • Ai, a caixa das cartas. Umas que não foram entregues, alguns rascunhos das que foram, fora aquelas que ficaram só na cabeça.
    Mas uma coisa é certa: as cópias pós-internet que ficaram no computador não têm o mesmo valor daquelas que estão no papel. Não guardam as milhares de dobras, a letra tremida, os resquícios de lágrimas, os rabiscos nos cantos.
    Ei, isso rende um post!

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