A paixão numa caixinha

A-paixao-numa-caixinhaAssim: você conhece um cara legal, muito legal, que parece ter tudo para ser seu parceiro ideal. Por algum motivo, a história não rola, não dá certo. Mas ele continua parecendo tudo de bom. Essa é a hora de colocar o príncipe na caixinha.

O termo “a caixinha” foi um amigo meu que cunhou – ele queria colocar a ex-namorada numa caixinha, guardar aquele amor para lembrar e tirar de lá em um momento melhor. Achei tão engraçadinho e tão parecido com o que sempre acreditei, que adotei o termo para mim. Tenho alguns meninos na minha caixinha.

Há muitos motivos para uma paixão não vingar. Vocês podem querer coisas diferentes da vida. Também pode ser que você (ou ele) esteja namorando. Não saber como se achar, se foi um encontro fortuito, ou estar só de passagem por algum lugar. Às vezes simplesmente o vento não sopra como deveria – o fato é que o cara perfeito esteve ali na sua frente, e o barco não navegou. Lá vai ele para a caixinha.

A magia da caixinha é ela ser invariavelmente bonita e nunca ficar pequena. Podemos guardar nela a imagem idealizada de alguém que não chegamos a conhecer por completo, o reflexo apenas do encontro, em que a decepção ainda não deu as caras. É bem provável que vários desses príncipes tenham potencial para sapos num relacionamento mais longo. Mas, enquanto a gente não sabe, lá ficam eles tão perfeitinhos para que possamos relembrar em fases menos promissoras.

Claro que não adianta viver só disso – você pode morrer de velha à espera de que aquele cara maravilhoso que conheceu num café em Istambul volte a aparecer em sua vida em momento e lugar mais propício. Muitos dos príncipes nunca saem da caixinha. Mas às vezes a vida conspira, eles reaparecem, e o vento volta a soprar. O negócio é viver – e se o príncipe, depois de beijado, continua príncipe… ah, como é bom!

E você, tem uma caixinha?

 

Imagem: Ilker/Stock.xchng

9 Responses

  • Não tenho, mas vc me deu uma boa idéia.

  • um baú.
    =P

  • Hummm… Acabei de encotrar um cara legal, muito legal, que parece ter tudo para ser o meu parceiro ideal. Mas… sempre tem um mas, né? E em função de um mas aqui, outro lá, acho que em vez de guardá-lo em uma caixinha, vou encerrá-lo dentro de um caixão, mesmo.
    🙁

  • Acho que esta caixinha é o “CORAÇÃO”, não adianta negarmos.

  • Tenho duas caixinhas,bem lindas e uma que pelo visto esta sendo criada,mas sera que nao eh perigoso abrir uma delas mais tarde e descobrir que o conteudo se estragou?!

  • Hummm… encerrá-lo dentro de um caixão…é cruel demais.
    “Há pessoas que nos falam e nem as escutamos, há pessoas que nos ferem e nem cicatrizes deixam mas há pessoas que simplesmente aparecem em nossas vidas e nos marcam para sempre”.
    Cecília Meireles

    Não vou colocá-las numa caixinha e muito menos num caixão, vou guardá-las no coração

  • Yes, darling. Tem um cofrinho. Mas acho que perdi a chave. 🙁

  • Um baú, um caixão, um cofrinho. De um jeito ou de outro a gente guarda, né? Eu não acho que se estrague dentro da caixinha… acho mesmo é que pode estragar quando a gente tira de lá.
    Agora tou num momento de guardar, não de resgatar. Espero mudar logo de fase!

  • “Não se afobe, não
    Que nada é pra já
    O amor não tem pressa
    Ele pode esperar em silêncio
    Num fundo de armário
    Na posta-restante
    Milênios, milênios
    No ar
    E quem sabe, então
    O Rio será
    Alguma cidade submersa
    Os escafandristas virão
    Explorar sua casa
    Seu quarto, suas coisas
    Sua alma, desvãos
    Sábios em vão
    Tentarão decifrar
    O eco de antigas palavras
    Fragmentos de cartas, poemas
    Mentiras, retratos
    Vestígios de estranha civilização
    Não se afobe, não
    Que nada é pra já
    Amores serão sempre amáveis
    Futuros amantes, quiçá
    Se amarão sem saber
    Com o amor que eu um dia
    Deixei pra você.”

    Grande Chico…

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