De volta ao mercado

De-volta-ao-mercadoEste mês decidi que voltarei a olhar para os lados, me permitir a conhecer pessoas, a errar, errar e errar para então sei lá quando acertar. Estive parada, bem parada, neste mundinho chamado relacionamentos. O que andei praticando, e muito, foram aquelas conquistas de loucura de festa, onde o álcool, a música e a galera nos ajudam a ficar com o primeiro que aparece na frente. Mas disto eu já cansei, ja sei de cor como funciona – já estou até dando cursos e palestras a respeito.

Cansei de ficar com o cara, anotar o telefone (não ligar, é claro) e, quando recebia a ligação, no visor aparecia: “Fulano, não atender”. Por que esta revolta? Este comportamento? Porque meu coração estava fechado para o amor. Foi exatamente esta frase que usei para explicar às amigas minha situação naquela época.

Passados alguns anos, cansei de “louquear” por aí. Estou de volta ao mercado, ao mercado do amor, digamos assim. Não saio por aí a procura de, mas agora pelo menos olho para os lados e me permito ser olhada e, se alguém chega perto, sou gentil e converso – aliás, isto eu sempre fiz, mas acredito que carregava uma placa dizendo “Não estou para romance”.

Agora mudei, estou sem placa nenhuma, tenho até um terno sorriso nos lábios. Não foi do dia para a noite que decidi isto, analisei vários fatores e a conclusão é: no momento não quero namorar, mas quero romance, quero alguém que me ligue e eu atenda com vontade, não só com tesão. Porque tesão a gente pode ter por qualquer louco, mas ter vontade da companhia de alguém já é outra coisa.

Já estou preparada para errar, para ligar e não ser atendida, para atender quando me ligarem e até para trocar uma boa cerveja no bar do momento por uma sessão de cinema.

 

Foto: Peter Miller/Stock.xchng

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