Eu ia escrever…

Eu-ia-escreverNós, Mulheres de Quinta, interagimos de forma cada vez mais frequente, diria que é um saudável vício diuturno, que se estende de domingo a domingo, por email, telefone, MSN, pessoalmente, teleboy ou transmissão de pensamento. Às vezes estamos reunidas, falando ao mesmo tempo e em clima de cumplicidade. É lógico que todas se entendem, pois tal habilidade é natural entre nós, mulheres, que fazemos muitas coisas ao mesmo tempo. Em outros momentos, choramos, rimos ou sonhamos aos pares, por princípios de identificação ou necessidade de desabafar para aquela amiga.

Um desses encontros ocorreu em uma sexta-feira, durante um breve e maravilhoso happy hour, em que, como sempre, eu aprendi coisas interessantes.

Muitas sugestões de crônicas surgiram no meio das eloquentes conversas, pois uma serve de inspiração para outra e acabamos contaminadas, além de definir, como se fosse uma pauta, quem vai falar deste ou daquele assunto. Só que o acordo dos temas não é algo assim, como diria, “compromisso moral”.

A gente diz que vai escrever sobre determinada proposição, mas muitas coisas acontecem entre a mesa do bar e o computador de cada uma de nós. As ideias se dissipam e até se transformam, como está acontecendo comigo agora. Só que a promessa da crônica foi realizada por mim, uma das anônimas do blog, mas o texto legal e desprendido que sai deste ’corpitcho’ é da Laïla, a minha caprichosa inspiração que só se personaliza quando quer e tem vontade. Já faz 24 horas que chamo pela Laïla e nada.

Assim, mudei a pauta, como faria uma repórter que sai para cobrir a quermesse e acaba encontrando o Papa. Hoje estou me achando e quero mais é assumir a personagem de papisa da minha oportunidade e, quem sabe, reforçar o compromisso de um dia escrever sobre o tema que prometi. Aproveito a minha singular chance para deixar um recado para Laïla: “Obrigada por permitir a minha manifestação, mas aparece logo porque as Mulheres de Quinta merecem palavras mais espirituosas”.

 

Foto: Tommy Johansen/Stock.xchng

4 Responses

  • Nossa… quantas vezes mudei a pauta no meio do caminho! Isso é natural, a gente começa a escrever sobre um tema que lembra de outro que rende muito mais. E quantas vezes isso também não acontece na própria mesa de bar? Mas não te preocupa, amiga: estás à altura da Laïla! E volte sempre!

  • Eu comecei a fazer uma lista dos insights que aparecem, guardando para os momentos mais tranquilos de escrita. O problema é que quando surgem estes momentos, o clima já tá noutra… e baixa um texto sem nexo nenhum com o que eu tinha me proposto.
    Bom, pelo menos não dá pra dizer que a gente não é espontânea, né?

  • Eu? bem geralmente escrevo os textos na minha mente,na hora que vou deitar,depois de alguns dias coloco pra fora e dai o que surge nao eh aquele texto que eu havia escrito mentalmente…sim esta sou eu.
    Quanto as pautas do bar,varias ideias me vem a cabeça quando estamos juntas,mas no outro dia nao me lembro de quase nada,acho que eh o alcool ou a idade,sei la 😉

  • Amiga, que bom saber que estou à altura da Laïla. Acho que, no fundo, estava esperando tal elogio, assim como a parceria da espontaneidade comentada por ti, cara anônima. O terceiro comentário tb foi show; até parece que estava na mesa do bar conversando com vocês.Valeuuuu meninasss…..Bj.

Sua opinião é de quinta...