O passado bate à porta

Estas redes sociais às vezes me incomodam um pouco, mas nesta semana tive uma surpresa agradável. Eis que surge assim do nada alguém que fez parte da minha adolescência e também da minha vida adulta. Alguém que fazia minhas pernas tremerem, que me fez ouvir a mesma música centena de vezes e que me fez chorar tanto que cheguei a pensar que ficaria sem lágrimas.

Chegou chegando, fazendo elogios, dizendo palavras mais quentes, falando que adoraria me ver mas não pode, e até falou de minha beleza: “Segues linda como eu me lembrava”. Detalhe: ele nunca disse que eu era linda, muito antes pelo contrário.

Enfim, já que a menina de 15 anos ficou láaaaa longe, entrei no jogo e comecei a brincar com as palavras também. Quando tudo ficou mais quente, ele soltou a frase: “Infelizmente eu não posso te ver. Tenho namorada e serei pai. Perdão”. Então foi minha vez de dar o troco: “Querido, namorada nunca foi problema pra ti, e quem não pode te ver sou eu, pois hoje moro bem longe”.

Daí a pessoa resolveu se apaixonar… o que não faz a distância! Horas de conversa no MSN, me achou em outra rede social, já viu e reviu todas as minhas fotos e agora diz que quer me visitar.

Não sou eu a maravilhosa, é a idade que bateu à porta dele – 40 anos não deve ser fácil para ninguém, menos ainda para os homens. Imagina como deve ser a fantasia da criatura, ter em seus braços (e em outras partes do corpo) aquela menina que hoje já é uma mulher, que já morreu de amores por ele.

Como ele mesmo disse, quando nos víamos saía faísca. Será que ainda há faísca ? Fiquei curiosa, mas ao mesmo tempo com medo de me decepcionar com um sexo meia boca, ou ter a certeza de que nunca o admirei… que era apenas uma paixonite de adolescente que eu insistia em chamar de amor.

 

Foto: Miguel Saavedra/Stock.xchng

 

One Response

  • entro no blog pela primeira vez e me deparo com algo familiar no momento… duvidas né!

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