Que bunda

By Carminha

Já fiz muita fesssta por esse mundo a fora, são tantasss coisasss que já me aconteceram, as boas sempre recorrrdo, as não tão boas assim deixo guardadass bem lá no fundo do pensamento, quase no esquecimento.

Houve uma vez em que eu estava em um desses lugares em que a vida nos leva aparentemente sem motivo e no meio da fesssta a gente dessscobre o porquê. Estava plena e absoluta, bebendo de graça (tem coisa melhorrr do que isso na vida, gente?!!!), porque pessoasss que se prezam têm amigosss trabalhando atrás do balcão do barrr.
Eis que surge na porta do local um cara, nossos olharesss se encontraram imediatamente!

Uiuiui, pensei eu: já me ganhou o danado. E não é que nem precisei fazerrr força para conhecê-lo?!! Por essas coisasss que só o destino explica, e olhe lá, ele era amigo de váriossss amigos meus.

Que-bundaTodo mundo se cumprimentando, aquela coisa toda, a língua que se falava naquele momento era o italiano (sim, meu bem, Carminha é interrrnacional, não te contaram?!!). Eu, no meu mais lindo italiano, fui avisando: non parlo italiano. Então ele quis saber em que língua podíamos conversar, e chegamosss à conclusão que inglês era o que nos unia e dali a converrrsa deslanchou, mas eisss que a língua materna do rapaz (que não era tão rapaz assim) era o espanhol, ai, que tudo!!!!

Cervejasss mil, conversasss no melhorrr estilo Fórum Social Mundial, três línguas sendo faladas, no mínimo, em um grupo de no máximo sete pessoas, e eis que as trocasss de olharesss começaram, mãos bobasss se tocaram.

E, quando perrrcebi, estava no banheiro com o espanhol; beijos, amassos, mão na bunda (ai, que bunda, e olha que nem sou tão chegada, mas a dele era especial), muitasss coisas ao pé do ouvido; em espanhol, claro, porque soam muito maisss calientes.

Saindo do banheiro perrrcebi que ele tomou uma certa distância de mim, mas dez minutos depoisss estava eu sendo “levada” ao banheiro novamente. Resolvi perguntarrr o que essstava acontecendo realmente; resultado: o moço não era assim, digamos, solteiro. Quer saber?! Não dei a mínima, pois eu tambem não era!

Depois daquele dia nos encontramos mais algumasss vezess, no mesmo local, com as mesmas pessoasss, todas sabendo o que havia entre nósss, mas ninguém tocava no assunto, amigosss são pra essasss coisas, não é messsmo?!

De tudo isso me restou o nome dele (que nunca esquecerei), um número de telefone (que nunca liguei) e a lembrança daquela bunda. Ai, que bunda!

 

Foto: Ivaylo Georgiev/Stock.xchng

One Response

  • Adorei esse texto!!! O que vale é aproveitar o momento!!! É curtir as oportunidades que aparecem,e guardar com carinho as boas lembranças!

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