Vivo apaixonada

Vivo-apaixonadaÉ isso mesmo, sou assim, vivo apaixonada, desde que me conheço por gente sempre tive alguma paixão na área.

Já houve épocas em que a paixão servia pra me fazer sofrer e eu gostava; então veio a terapia, e me fez ver que paixão não é sinônimo de sofrimento. Agora que aprendi como devo tratar a “doença” paixão, levo na boa.

Minhas paixões têm data de validade, algumas duram meses, outras semanas. Sim, são completamente descartáveis, porque não?

Vivo com tanto entusiasmo aquele momento paixonite aguda que uso toda minha eloquência para descrever o dito cujo e sua personalidade, sua aparência. Aí passam-se algumas semanas, volto a encontrar as mesmas amigas, que me perguntam: E então?! Como está o fulano?! Quem? Aaaah! Não falo com ele já faz um tempo, mas conheci um carinha….

E assim segue a vida, com início e fim nas paixões.

Elas não surgem do nada, não olho o cara e digo: Pronto! Tô apaixonada. Tem de ter no mínimo uma boa conversa, quem sabe um beijo para a paixão começar, e se torna mais animada ainda quando há reciprocidade. Às vezes o dito cujo não fica nem sabendo, tudo bem, não tem importância, vivo ela assim mesmo, nestes tempos de Orkut e Facebook fica fácil contemplar alguém a distância.

Estes tempos fiquei sem nenhuma paixão, me senti estranha no começo, depois acostumei com a ideia, mas não demorou muito. Fui num bar com uma amiga, conheci um carinha e lá estava eu apaixonada; passaram-se alguns meses, a distância se fez necessária por motivos alheios às nossas vontades, tudo esfriou. Daí já pintou outro bar, outro carinha e outra paixão…

Talvez o nome pra isso não seja paixão (atração muito viva que se sente por alguma coisa) e sim arrebatamento (estado de espírito caracterizado pela alegria, pela admiração). Embora perca um pouco do encanto, quando a palavra é mais fácil de entender, as atitudes também são melhor compreendidas.

 

Imagem: Andrew C./Stock.xchng

4 Responses

  • Oxe, como eu entendo essa sensação… tem épocas nas quais me apaixono cada vez que viro a cabeça!
    Volúvel? Não, não, os amores de verdade são poucos. Só… aberta às coisas bonitas da vida.
    Se a tua palavra é arrebatamento, a minha é “encantamento”.

  • Estou refletindo com a crônica. Até estou com vontade de escrever algo sobre as minhas paixões. Elas são malucas e sempre aparecem como, sei lá, uma dupla ou tripla personalidade. De manhã posso acordar amando, na tarde nem sei quem é tal pessoa e no período noturno, quem sabe eu vá sentir até raiva. Tudo pela mesma pessoa, no período de 24 horas.

  • Eu tb sou assim, desde a primeira série, aliás lembro até hj a o nome da minha paixonite de 7 anos, rá.

  • Impressionante a identificação com determinados assuntos. Quando leio parece que estou lendo meus pensamentos. Saibam que tenho ficado mais relaxada com relação a determinados assuntos. Pois assim percebo que não sou louca, que mais pessoas sentem as mesmas coisas que eu, oba!! Isso me deixa tranquila, aliviada e mais feliz. Porque às vezes penso que estou fazendo coisas erradas, como por exemplo amar loucamente (ou seria paixão aguda?) ah, sei lá, ñ importa o termo técnico, o importante é o que sentimos, e posso dizer que é sempre tudo muito intenso (e gostoso).

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